Crítica | Homem Aranha: De Volta ao Lar

Depois do pavoroso Homem-Aranha 3 e de um reboot insosso protagonizado por Andrew Garfield (que é uma das melhores coisas dos filmes). Ao observar o crescente prestígio que o universo cinematográfico da Marvel vinha alcançando, a Sony, empresa que detém os direitos do herói, finalmente resolveu compartilhá-lo com a Marvel Studios. Após o sucesso da aparição do aranha em Capitão América: Guerra Civil, a espera e anseio por um filme solo do cabeça de teia em sua empresa de origem aumentava cada vez mais, até que finalmente, fomos agraciados com Homem-Aranha: De Volta ao Lar que é possivelmente o melhor filme do herói. (Eu gosto muito de Homem-Aranha 1 e 2, sorry not sorry).

O filme tem início logo após os acontecimentos de Vingadores. Adrian Tooms e seus funcionários estão realizando a limpeza dos destroços alienígenas das ruas de Nova York, quando são interrompidos por uma empresa que assume essa função. Adrian diz fuck the police decide desobedecer as ordens e guardar algumas de suas descobertas mesmo assim, dando início a um grande negócio de tráfico de armas que misturam tecnología alienígena com a humana e que vai se consolidando durante oito anos até ser interrompido pelo nosso herói.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar possui um roteiro simples e na maior parte do tempo coeso (mesmo sendo escrito a DOZE mãos) e que consegue se estabelecer no universo cinematográfico da Marvel. Enfim temos um homem-aranha e um peter parker consistentes e fiéis aos quadrinhos. Temos um Peter Parker que é extremamente inteligente, sendo capaz de produzir suas teias sintéticas no laboratório da escola e que está muito longe de ser um garoto popular e um Homem-Aranha divertido, brincalhão, o amigo da vizinhança que faz desde ajudar uma senhora a encontrar o seu destino a lutar contra criminosos com armas alienígenas.

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E mais importante, temos nesse longa a versão mais humana do herói. Ele tem inseguranças, medos, ansiedades. Ele é um adolescente com super poderes que precisa proteger as pessoas e ainda se preocupar com as matérias de escola. Alguém que tem que carregar um peso que nenhum adolescente de 15 anos deveria carregar. Ele é um herói que deseja provar o seu valor e proteger as pessoas, não importando quem elas são ou que elas fizeram. O filme nos permite acompanhar maravilhosamente todos esses conflitos e o crescimento do personagem, mesmo não acompanhando (com a graça do senhor) a história de origem dele pela milésima vez. E como cereja do bolo, temos a atuação impecável do carismático Tom Holland, que dá vida ao personagem de maneira incrível a arrasa no sotaque americano (o ator é inglês).

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Os personagens secundário também merecem destaque. Jacob Batalon como Ned, o melhor amigo de Peter oferece cenas memoráveis e momentos muito divertidos. A química dele com o Tom Holland é ótima, deixando as interações entre eles fluídas e naturais. A personagem da Zandaya é outra que rouba a cena cada vez que aparece, sendo baseada em Allison Reynolds (Clube dos Cinco), ela proporciona momentos memoráveis e divertidos.

Mas sem dúvidas, quem roubou a cena mesmo foi o Abutre. Ele foi muito bem construído sendo mostrado como um criminoso e quase um psicopata, mas que ao mesmo tempo se preocupa com a família acima de tudo, que consegue tem um mínimo de honra e chega a levar a platéia a concordar com alguns pontos dele. Tudo isso apoiado por uma atuação impecável de Michael Keaton (Muito triste ver o Batman indo pro mundo do crime), que tornou o personagem extremamente crível. Sem falar do design MARAVILHOSO do uniforme do Abutre.

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Outro ponto alto do filme é certamente a trilha sonora. Durante a abertura somos agraciados com o tema clássico da animação dos anos 60, despertando um sentimento de nostalgia e familiaridade que é mantido ao longo do filme com Blitzkrieg Bop do Ramones e Oh Yeah do Yello em uma cena que faz referência a Curtindo a Vida Adoidado (O Cap pira).

Já um dos pontos baixos do filme está relacionado ao Homem de Ferro, que continua com atitudes que ora fazem sentido ora não e cuja mera presença cria alguns pequenos buracos na trama (como não aparecer em momentos que certamente deveria sem nenhuma explicação ou ser extremamente descuidado com tecnologias importantes e perigosas)

Homem-Aranha: De Volta ao lar é um filme divertido, emocionante, muito bem conectado ao universo cinematográfico da Marvel, com personagens extremamente cativantes, um vilão convincente e principalmente um herói que é tudo o que você esperava que homem-aranha fosse: um adolescente brincalhão, humano, carismático e acima de tudo, bondoso. Espero ver o aranha do Tom Holland em muitos e muitos filmes da Marvel (mesmo que com guarda compartilhada com a Sony), pois o cabeça de teia está finalmente, em casa.

Obs.: Tem duas cenas pós créditos e a última é melhor!

Nota:
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